SÉRIE: PRESENTE, MAS DISTANTE – DOMINGO 4
Tema: Como a igreja deve lidar com quem cai?
Texto base: Gálatas 6:1 — Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado.
Introdução
No domingo anterior, refletimos sobre as causas da queda espiritual. Agora, chegou o momento de aprender como devemos reagir quando isso acontece com alguém ao nosso redor. A igreja não pode ser um tribunal de acusação, mas um ambiente de restauração. Nosso compromisso é com a cura, a reconciliação e com a manifestação da sobrenatural presença de Deus.
1. Quem está de pé deve se mover com humildade e compaixão. (Romanos 15:1) — Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos.
Quando vemos um irmão cair, a primeira atitude deve ser de compaixão, não de superioridade. Quem está de pé hoje, pode ter sido alcançado pela graça ontem. (Efésios 4:2) — Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor.
(Colossenses 3:12-13) — Portanto, como eleitos de Deus, santos e amados, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros.
2. A restauração exige interrupção de rotinas. (Atos 20:10) — Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: "Não vos perturbeis, que a vida nele está."
Paulo interrompeu a pregação para socorrer Êutico. Isso nos ensina que a vida vem antes da agenda, vidas valem mais que regras. Restaurar alguém é descer de onde quer que estejamos, para ir ao encontro, abraçar, reerguer. A igreja é um hospital espiritual. (Lucas 5:31) — Respondeu-lhes Jesus: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes."
(Isaías 61:1) — O Espírito do Senhor DEUS está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados; enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a por em liberdade os algemados.
3. A restauração é feita com verdade, mas também com visão. (João 8:10-11) — Então Jesus, pondo-se em pé e não vendo a ninguém mais, senão a mulher, perguntou-lhe: "Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?" Respondeu ela: "Ninguém, Senhor." Disse-lhe Jesus: "Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais."
Jesus não negou o pecado da mulher, mas também não a aprisionou nele. Restaurar é reafirmar a identidade redimida e acender no coração a esperança de que o futuro ainda está cheio de promessas. (Isaías 43:18-19) — Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova!
(2 Coríntios 5:17) — Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!
Conclusão
Hoje, eu e você somos desafiados a sermos instrumentos de restauração e não de julgamento. Que possamos abraçar com amor aqueles que caíram e conduzi-los de volta à sobrenatural presença de Deus.
Na próxima semana, aprenderemos como manter o foco mesmo em meio às adversidades. Se você conhece alguém que precisa de renovo, traga com você. O altar é o lugar da reconciliação.
