GK & CONEXÕES — NOVEMBRO: LIDERANÇA E MULTIPLICAÇÃO – Semana 3: CORRIGIR SEM FERIR E ENSINAR SEM HUMILHAR
O confronto do Reino serve para curar, e não para afastar!
“Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.” — Gálatas 6:1
Bem-vindos ao nosso GK e Conexões
Sejam muito bem-vindos! Hoje o nosso tema mexe diretamente com a nossa maturidade nos relacionamentos. No processo de liderança e discipulado, a correção é uma ferramenta obrigatória para o crescimento; quem ama, corrige. No entanto, a forma exata como nós aplicamos uma correção revela perfeitamente o nosso verdadeiro nível de espiritualidade.
O mundo corrige para punir e descartar as pessoas. O Reino de Deus corrige para alinhar o comportamento e restaurar o indivíduo. É sobre trazer luz, e não vergonha.
Pergunta rápida (todos)
Busque em sua memória: Você se lembra de alguma correção que recebeu na vida que te impulsionou a crescer, e de outra, feita do jeito errado que apenas gerou feridas e marcas no seu coração? O que mudou de uma para outra?
Vamos à Palavra
— Gálatas 6:1; 2 Timóteo 2:24,25; Provérbios 27:5,6.
Refletindo a Bíblia (Líder)
O apóstolo Paulo traz uma instrução de ouro em Gálatas sobre como restaurar alguém que falhou: o processo deve ser feito com espírito de mansidão e com profunda vigilância pessoal. A correção bíblica nunca pode ser sinônimo de exposição pública humilhante, de comentários irônicos na frente dos outros ou de um descarregamento carnal da nossa própria raiva e frustração sobre o liderado. O objetivo legítimo de confrontar alguém nunca deve ser o de provar que você é superior ou que está certo; o foco deve ser sempre o de ajudar a pessoa a enxergar o erro e encontrar um caminho claro de restauração.
Como líderes e discípulos, precisamos entender o equilíbrio perfeito do Reino: falar a verdade sem o tempero do amor é uma crueldade que vai ferir e afastar a pessoa. Por outro lado, manifestar um “amor” sem a firmeza da verdade é uma cumplicidade barata que vai permitir a destruição contínua daquela vida. Na prática, a correção deve ser feita estritamente em particular, ouvindo com paciência todos os lados antes de tirar conclusões precipitadas, apresentando fatos limpos e sem rótulos emocionais, e oferecendo sempre uma saída de mudança acompanhada de perto por você.
Perguntas para Compartilharmos
- Qual deve ser o único e verdadeiro objetivo de um líder ao chamar um liderado ou irmão para uma conversa de correção?
- Por que aplicar uma repreensão ou dar uma bronca em alguém estando com o coração cheio de raiva ou impaciência é um ato extremamente perigoso e reprovado por Deus?
Visão Apostólica
A correção legítima que flui do Reino de Deus nunca tem o propósito de lançar as pessoas para fora da comunhão ou descartá-las. Ela confronta severamente o erro cometido enquanto luta com todas as forças espirituais pela restauração completa da vida da pessoa.
“Quem corrige os outros apenas para provar de forma arrogante que está certo ainda não aprendeu absolutamente nada sobre a arte de restaurar vidas.” — Ap. Daniel Junior
Vamos Orar?
Senhor Deus, derrama sobre nós o Teu espírito de mansidão, amor e sabedoria prática. Que as nossas palavras de orientação tenham a capacidade de confrontar o erro com firmeza, mas sem destruir a dignidade das pessoas, produzindo frutos de arrependimento e restauração verdadeira. Amém.
Desafio da Semana
Faça uma reavaliação sincera sobre a forma como você tem orientado os seus filhos, liderados ou familiares. Se o Espírito Santo te confrontar mostrando que você corrigiu alguém com grosseria ou ira, procure essa pessoa nesta semana e peça perdão de forma humilde.
Próxima Semana
No nosso próximo encontro, encerraremos o mês de novembro entendendo o ápice da grande comissão: como deixar de ser apenas um receptor de mensagens e nos transformarmos em discípulos maduros que geram e fazem outros discípulos.
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